Quando estamos a espera do primeiro filho ficamos meio perdidos com o novo.
Não se sabe nada de nada, e por mais que a gente leia, que tenha milhares de informações , os palpiteiros de plantão, na pratica mesmo, é bem diferente.
Durante a gravidez tudo segue normal, expectativas, sonhos, farei isso, farei assim, serei paciente, e por aí vai... mas quando nasce e vamos para casa com aquele pacotinho, a realidade nua e crua, é outra...é um mundo gigantesco e parece que não daremos conta de absolutamente nada, o desespero paira sobre aquele mundinho ali que só está você e o pacotinho.
Aquele pacotinho tão inocente, parece que vai quebrar a qualquer momento de tão delicado. A gente cuida com tanto cuidado, que se fosse possível colocávamos numa bolha. Não pode isso, não pode aquilo, a chupeta é fervida, as mamadeiras também, os brinquedos higienizados, paninho para as pessoas segurarem, não sair de casa com as vacinas em dia, aí quando o pediatra libera para a primeira saída, você não vai para lugares fechados, com muita gente, enfim, um cuidado que hoje vemos que foi um tanto radical, mas como era o primeiro, achava que era por aí mesmo.
Aí a sua amiga vê todas essas costas e fala: quando vc tiver o segundo tudo muda, não vai fazer mais nada disso, ou hiiiiii, no segundo filho vc vai ver que é bem diferente, ou então chega aquela que vira e fala: xiiiiii, o segundo? tá ferrada! o segundo é punk...
E aí você para e se pergunta: mas como assim? não será fácil? não é tudo filho? mas eu já sou mãe, já sei como cuidar de filho, farei a mesma coisa, será até mais fácil porque já tenho um, não?
Sim! teoricamente sim, tudo será mais fácil, mas aí temos que contar com a sorte também: será que ele será tão calmo quanto o primeiro? ou, será que ele vai ser tão agitado como o primeiro? será que darei conta ? será? será? será?
Bem, por aqui tive muita sorte e foi fácil, porem, não foi tão tranquilo, pois tem cansaço sim, tem surto sim, tem medo sim, tem irritações sim, mas tem
muito amor e paciência para que tudo funcione redondo, e isso conta com a parceira do maridão, do paizão, que já falo que não é ajuda não, é participação, pois não fizemos o filho sozinha.
Minha primeira gravidez foi super tranquila , Maria mal mexia, era tranquilíssima. Quando nasceu, continuou calma, só mamava e dormia, e dormíamos a noite inteira. Sua última mamada era por volta de 23h30 mais ou menos e depois dormíamos todos até às 6h tranquilamente, rara foram às vezes que acordei na madruga para alguma coisa com ela, mas meu cuidado com ela era de uma proteção acima do normal, confesso, eu exagerava sim, mas era um exagero de cuidado e não de sufocamento, era só medo de acontecer algo, e por ser novata na área, pois isso ninguém ensina, achava que estava certa, e sinceramente até acho sim que acertei muito.
Já a segunda gravidez também foi super tranquila, mas aí Maria segunda já mexia demais, eu já tinha uma filha, e aí ficava mais irritada, pois às vezes queria deitar e dormir, mas Maria queria brincar, queria atenção, e aí tinha que dar atenção e fazer as coisas do dia a dia da casa e cuidar da Maria e da barriga e de marido , era punk. Na primeira só tinha a barriga, e aí eu podia deitar e descansar a qualquer hora do dia, pois não tinha outra criança para cuidar, a casa podia esperar, já na segunda gravidez não era bem assim.
Até que nasceu e para minha sorte ela também era muito calma, apesar de ter sido agitada na barriga, do lado de fora era até mais calma que Maria primeira. Tinha sua última mamada por volta das 00h e ia direto até às 6h, às vezes até mais, dormia muito, e eu conseguia descansar bem, pois as duas dormiam muito bem a noite toda e com isso nós, os papais conseguiamos dormir bem.
Ai, com a primeira ela ficava no chão para engatinhar com um pano no chão, já a segunda era no chão direto, mas estava tudo limpíssimo, pois eu já era muito chata com limpeza antes delas, mas quando elas nasceram , eu adquiri TOC, a primeira eu fervia a chupeta, já a segunda, muitas das vezes eu limpava na minha boca mesmo, a primeira só saiu de casa depois dos 6 meses com todas as vacinas, a segunda já saiu com 4 meses, e por aí vai. Isso não significa que amamos mais uma ou amamos menos a outra, que cuidamos mais de uma do que da outra, apenas já sabemos o ritmo das coisas e o que é excesso de cuidado, mas ainda falo que prefiro pecar pelo excesso do que por falta.
E hoje os cuidados ainda são sempre muito cuidadosos, mas sem excessos malucos, conseguimos dar uma relaxada mais, mas com esse mundo tão violento, o medo às vezes domina.
Lembro também da minha infância de comer muitas coisas que se hoje eu der para minhas filhas, fazem mal. Aí, aquele palpiteiro sempre vira e fala: ah, mas você comia e está aí vivinha. Sim! concordo, mas hoje é diferente.
Digo que o cuidado com as duas sempre foi o mesmo, tudo sempre para as duas igualmente, atenção, amor, cuidado, alimentação, tudo, mas para a segunda teve menos exageros, foi mais relaxado, sem tantas neuras, e hoje continua a mesma coisa , cuidados e muito amor igualmente pela duas, mas sem neuras, mas os medos existem, normal de uma mãe , culpa também, se está fazendo o certo ou não, enfim, vida de mãe . E vamos vivendo o agora e dando muito valor.
e vamos seguindo😉