A primeira consulta com minha gineco após saber que estava grávida foi muuuito longa. Levei minhas anotações(que guardo até hj) e tirei todas as possíveis dúvidas, eliminei um monte de mitos, fiz ultrassom e saí daquele jeito: nas nuvens.
Na segunda consulta, é claro que ainda havia dúvidas sobre a gestação. Aliás, a gente ouve tanto conselho por aí que minha agenda é sempre preenchida com alguma “recomendação” de alguém para ser tirada a limpo, mas minha médica começou a falar comigo sobre algo que carrego diariamente, algo com que me preocupo todos os dias: cuidar bem do meu casamento. É preciso pensar sempre em uma balança e não deixar que o assunto “gravidez/bebê” desequilibre qualquer parte do meu relacionamento. Coisa que muita gente esquece.
Dra Aurora começou dizendo que meus olhos brilhavam e que estava escrito na minha testa a felicidade que eu estava vivendo com a minha gravidez, que a mesma já estava tomando conta de tudo na minha vida. Estava no olhar, nas conversas, em tudo. E então começou a falar sobre o cuidado que eu deveria ter com meu casamento, para que não parecesse que uma coisa era maior, ou mais importante, que a outra. Não só para mim, mas principalmente para maridusco.
É absolutamente comum que as mulheres foquem na gravidez e “se esqueçam” um pouco do casamento ou do marido. A mulher sente cada evolução do bebê, e o homem não. O homem só vem a ter um sentimento mais próximo e é arrebatado por tudo isso quando a criança nasce. E precisamos nos lembrar disso todos os dias sim…embora que, maridusco tem sentindo tudo que sinto...tem insonia, sente enjoo, sente desejo, tem dores, tudo que eu sinto ele tbm sente...
É preciso frisar: você será mãe, mas continua sendo mulher. E para ambos: vocês serão pais, mas continuam sendo um casal. Uma coisa não se sobrepõe à outra. Nessa fase, é bacana dividir toda e qualquer decisão a respeito do bebê. Eu, tão acostumada a me virar sozinha, correr atrás das minhas coisas, ser independente, errei no começo e fui me policiando. Cada exame, cada roupinha, cada detalhe do quarto, cada presente recebido, decisões sobre chá de bebê, curso de gestante, cuidados, atividades. Você não é mais uma pessoa só e carrega com você um bebê que é tanto seu filho quanto do seu marido. Fazer com que ele se sinta parte de tudo é importante para preservar o que foi construído até então.
Quando nascer, o bebê depende do leite da mãe mas, dividindo as tarefas com o marido, ele se sentirá muito mais parte disso tudo. E não só a parte “chata”, como trocar fralda. É importante que ele também coloque o bebê para dormir depois de mamar, dê banho junto com você ou sozinho com o/a filho/a…
Para mim é muito difícil, pois sou extremamente egoísta, e com tudo isso consegui enxergar que não sou auto suficiente e preciso de ajuda sim, que preciso dividir sim tudo o que estou vivendo, até porque não fiz nossa filha sozinha. Por isso escrevo este post para dizer: "Obrigada por tudo que está acontecendo nas nossas vidas, por ser o companheiro que você é e por nos amar tanto assim. Obrigada pela paciência, pela compreensão, pelos seus valores individuais e familiares, por me ajudar com tudo e por ser o pai da nossa filha. Te amo.”





